terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Para Viver Bem

Vi este texto na internet e resolvi partilhar com quem tiver paciência para ler.Vale a pena.

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.

3. A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.

4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.

5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.

6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.

7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.

8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.

9. Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.

11. Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.

12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.

13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.

14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.

15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe Deus nunca pisca.

16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.

17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.

18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.

19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.

20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.

21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.

22. Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...

23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.

24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.

25. Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.


26. Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?

27. Sempre escolha a vida.

28. Perdoe tudo de todos.

29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.

30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.

32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...

33. Acredite em milagres.

34. Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que vc fez ou deixou de fazer.

35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.

36. Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.

38. Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.

39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares. 40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.

41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.

42. O melhor está por vir.

43. Não importa como vc se sinta, levante, se vista e apareça.

44. Produza.

45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um “presente”.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O Treino Tático

Não podemos creditar apenas ao treino físico, carga ou desgaste, metabólico ou neuromuscular, como se em um treino tático a dimensão física deixasse de existir!
Em um momento específico de sua história, a preparação desportiva do futebolista deparou-se com uma encruzilhada que definiria, posteriormente, décadas de um modelo de trabalho seguido à risca por treinadores, preparadores físicos e assistentes técnicos – modelo esse, que até hoje desponta como norte, especialmente no Brasil.Os treinamentos “técnicos, táticos, físicos e psicológicos”, foram e têm sido, por muito tempo, fragmentados em partes isoladas, na expectativa de que somadas, pudessem resultar no “todo”, no bem “jogar” futebol.O fato é que o desempenho do jogador de futebol é transdimensional, e isso quer dizer que suas dimensões, física, tática, técnica e psicológica, estão fortemente e intimamente relacionadas, de maneira que a separação delas (das dimensões) deve ter apenas caráter didático, e não prático-aplicado.Não é possível creditarmos, por exemplo, apenas ao treino físico, carga ou desgaste, metabólico ou neuromuscular, como se em um treino tático a dimensão física deixasse de existir e todos os processos fisiológicos e bioquímicos ficassem suspensos até que, formalmente, o chamado “treino físico” acontecesse.Da mesma forma, o desempenho do jogador em jogo está determinado por uma série de decisões que ele toma, expressas pela maneira como age. Então, as suas ações em campo são respostas as situações-problema do jogo (situações-problema que são integralmente físicas, táticas, técnicas e psicológicas), e só são possíveis (as respostas) se o jogador estiver preparado “física-tática-técnica-psicologicamente” ao mesmo tempo para manifestá-las.Então, se reforçamos a ideia de que a dimensão tática (por exemplo), separada da física, da técnica ou da psicológica é apenas um recurso didático para auxiliar na compreensão do jogo de futebol como “todo”, devemos destacar, que, é preciso sim e também, conhecer cada uma delas (das dimensões) em suas particularidades – sobre isso, inclusive, Morin (1982) cita Pascal para dizer que é impossível conhecer as partes sem conhecer o todo, bem como conhecer o todo sem conhecer particularmente as partes. Outra coisa a se destacar é que, sendo o desempenho do jogador de futebol transdimensional, torna-se mais do que necessário que o treino tático (que é um dos objetos desse texto), a partir dos seus conteúdos, seja concebido como algo integrado as demais dimensões que expressam o desempenho do “jogar” futebol.Mas, se por um lado, parecem estar na ponta da língua quais são os conteúdos físicos (força explosiva, velocidade, etc.) ou técnicos (passe, drible, desarme, etc.) do jogo, por exemplo, onde estariam e quais seriam os conteúdos táticos que correspondem ao futebol?E, como se essa já não fosse uma pergunta de interessantes respostas, outra ainda mais ácida: como integrar transdimensionalmente (e não multidimensionalmente e nem interdimensionalmente) esses conteúdos (táticos, físicos, técnicos, psicológicos) e construir o treino?Quando compreendermos as respostas para essas questões, sentiremos como se houvéssemos descoberto o “passe” secreto de uma mágica; ela quase fica sem graça (só não fica totalmente, porque não sabemos se nós, como o mágico, também conseguiríamos) e, no final, pensaremos; “como poderia ter sido diferente”...Para interagir com o autor: rodrigo@universidadedofutebol.com.br

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A dimensão das quadras e a qualidade do treinamento no Futsal

A algum tempo atrás, escrevemos que a variação de tamanho das quadras no Brasil ,foram e continuam sendo determinantes para melhorar as qualidades técnicas e cognitivas de nossos atletas de futsal.

Esta versatilidade para jogar e bem, em distintos espaços é um diferencial para a qualidade de nosso jogador.

Em contraposição ao que diz a FIFA desde 1990,aumentar o tamanho das quadras (até 42 metros) não é garantia de melhorar o espetáculo.Claro que muita coisa boa trouxe para o futsal,a entidade mor do futebol.

Eu mesmo,pude testemunhar por tres vezes,em tres campeonatos mundiais a organização da FIFA a serviço do futsal.As mudanças de regras,na maioria das vezes,foram determinanates para um jogo,que realmente virou um espetáculo.

Mas daí a dizer que quadra grande aumenta a qualidade do jogo,é absurdo.
Dependendo do adversário,vira aquele jogo de handebol em que se acaba de atacar (quando se ataca !!!!!) e se corre para a defesa,achando que defender bem é colocar todo mundo na frente da área.

Dou toda esta volta para relatar uma experiência que tenho relaizado aqui na Malwee,já a algum tempo,e que convido todos a repetir.

Duas vezes`por semana em média, retorno ao nosso antigo ginásio no Parque Malwee para treinar.Apesar de ser uma quadra de medidas fora do padrão para a Liga Futsal (35x17),observo que a velocidade ofensiva de nossa equipe tende a melhorar,usando espaços menores para treinar.Isto se deve ao fato que a defesa mais concentrada em um espaço menor,passa a exigir mais do ataque que tem que combinar velocidade de passe e retenção de bola para funcionar,ao ser permanentemente pressionado.

Aliás,se levarmos em conta os conceitos modernos que o Futebol usa,ao reduzir os espaços para treinar ,veremos que esta premissa no Futsal também pode ser verdadeira.Se o local do jogo é 40x20 porque não voltarmos a treinar na quadra menor visando o aprimoramento defensivo e ofensivo ? A idéia que desenvolvemos aqui na nossa Malwee é treinar pelo menos 2 vezes por semana na quadra menor.
E você,o que acha ? Aguardo sua opinião........

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Da nossa impaciência com os Treinadores - Décio Lopes / Expresso da Bola

Demitir treinadores não é a melhor opção para clubes bagunçados, sem estrutura, sem estabilidade, sem dirigentes profissionais e honestos. A frase já virou lugar-comum e concordo com os mais otimistas: o futebol brasileiro evoluiu neste ponto de uns tempos para cá. Já não se trocam mais de técnicos como quem troca de roupa. Embora a tolerância ainda seja bem pequena e a saída seja sempre muito conveniente ao cartola que, assim, acha outros culpados para o seu fracasso na hora de contratar, planejar e estruturar.
Muito bem, de todo modo, enquanto ainda ouço diversos rumores de que determinados treinadores não resistirão a mais duas ou três rodadas no Brasileirão, dou de cara com alguns dados que ainda têm a capacidade de me estarrecer. Por exemplo? Abri hoje o excelente “Guia Placar 2008/2009 Europeus”. Lá, nas fichas dos treinadores dos principais clubes do velho mundo (e atualizando mentalmente já com os resultados da mais recente temporada), veja só o que eu observei:
* Rafa Benitez, o big boss do Liverpool, tem 5 Ligas Inglesas no currículo. Sabe quantas venceu? Nenhuma.
* Arséne Wenger, que manda e desmanda no Arsenal, tem 14 campeonatos nacionais disputados pelo clube. Ganhou 3. Perdeu, portanto, 11. Sem cair.
* Carlo Ancelotti, que trocou o Milan pelo bilionário Chelsea, deixou para trás 13 Ligas Italianas, disputas por 3 clubes diferentes. Sabe quantas ele ganhou? Uma. E olhe lá…
* O mítico Claudio Ranieri tem 9 campeonatos nacionais italianos em seu currículo, comandando 5 equipes diferentes. Cheio de moral no país da bota, ele nunca levantou o scudetto. Jamais!
* Luciano Spaletti, do Roma, completou sua décima terceira tentativa de vencer a Série A. Todas sem sucesso.
* Alex Fergusson é a grande exceção na lista, acumulando incríveis 24 participações, sempre pelo Man.Utd., com 11 títulos nacionais. Ganhou muito! Mas um detalhe: para levantar a primeira Premiership de sua carreira como treinador principal, Sir Fergusson encarou sete anos seguidos de derrotas, tendo inclusive amargado duas vezes a décima primeira colocaçao e uma vez a pífia décima terceira colocação no campeonato inglês.
Aí eu te pergunto: vc acha que algum treinador no Brasil passaria sete anos no cargo sem vencer? Aguentaria, depois de cinco temporadas no cargo, ficar com a décima terceira colocação? Duvido.
Detalhe: lá eles nem têm os campeonatos estaduais “me-engana-que-eu-gosto” para ganhar um titulozinho de vez em quando e melhorar o astral.
Olhando este breve histórico dos “professores” acima - provavelmente os mais prestigiados e bem pagos do planeta - eu te pergunto: eles teriam a mesma estabilidade aqui nos nossos clubes, com os nossos cartolas (sempre apoiados por suas claques - remuneradas - em diversas torcidas organizadas)? Claro que não.
Isso não chega a ser novidade, mas quando me deparo com dados como os acima expostos, ainda fico chocado.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

JAMES HECKMAN - O BOM DE EDUCAR DESDE CEDO

"Tentar sedimentar num adolescente o conhecimento que deveria ter sido apresentado a ele dez anos antes custa mais e é menos eficiente"
Ao economista americano James Heckman, 65 anos, deve-se a criação de uma série de métodos precisos para avaliar o sucesso de programas sociais e de educação – trabalho pelo qual recebeu o Prêmio Nobel, em 2000. Nessa data, Heckman estava no Rio de Janeiro, numa das dezenas de visitas que já fez ao Brasil. Achou que fosse trote quando lhe disseram da premiação. Formado por Princeton e há 36 anos professor da Universidade de Chicago, Heckman se dedica atualmente a estudar os efeitos dos estímulos educacionais oferecidos às crianças nos primeiros anos de vida – na escola e na própria família. Sua conclusão: "Quanto antes os estímulos vierem, mais chances a criança terá de se tornar um adulto bem-sucedido".

Em seus estudos, o senhor conclui que não há política pública mais eficaz do que investir na educação de crianças nos primeiros anos de vida. Por quê?

A razão é econômica. A educação é crucial para o avanço de um país – e, quanto antes chegar às pessoas, maior será o seu efeito e mais barato ela custará. Basta dizer que tentar sedimentar num adolescente o tipo de conhecimento que deveria ter sido apresentado a ele dez anos antes sai algo como 60% mais caro. Pior ainda: nem sempre o aprendizado tardio é tão eficiente. Não me refiro aqui apenas às habilidades cognitivas convencionais, mas a um conjunto de capacidades que deveriam ser lapidadas em todas as crianças desde os 3, 4 anos de vida.

O senhor poderia ser mais específico em relação a essas habilidades?

Há evidências científicas de que dois tipos de habilidade têm enorme influência sobre o sucesso de uma pessoa na vida. No primeiro grupo, situam-se as capacidades cognitivas – aquelas relacionadas ao QI. Por capacidades cognitivas entenda-se algo abrangente, como conseguir enxergar o mundo de forma mais abstrata e lógica. Num outro grupo, igualmente relevante, coloco as habilidades não cognitivas, relacionadas ao autocontrole, à motivação e ao comportamento social. Essas também devem ser estimuladas no começo da vida. Embora sejam cientificamente menosprezadas por muitos, descobri que elas estão diretamente relacionadas ao sucesso na escola – e, mais tarde, no próprio mercado de trabalho.

É realmente possível estimular esse tipo de habilidade?

Sem dúvida. Obviamente, há diferenças entre as pessoas, e estamos falando de capacidades muito relacionadas a personalidade e temperamento. Mas elas podem – e devem – ser melhoradas desde bem cedo. Defendo isso por uma razão: mesmo quando as intervenções em crianças pequenas não têm impacto sobre o QI, elas costumam trazer ótimo resultado sobre as capacidades não cognitivas. Muitos especialistas tendem a reduzir tudo ao QI, que é, logicamente, primordial para prosperar numa sociedade moderna. Hoje, no entanto, não se vai muito longe sem aquilo que poderíamos chamar de traquejo social, ou a capacidade de manter o controle diante de situações adversas. Isso pode ser desenvolvido. E, quanto mais cedo, melhor.
O que falta é investir mais na pré-escola? Também. As escolas têm um papel fundamental, especialmente quanto ao desenvolvimento das habilidades cognitivas. Mas enfatizo ainda a relevância dos programas sociais que tenham foco nas famílias, de modo que elas consigam fornecer os incentivos certos num momento-chave. Iniciativas mínimas têm altíssimo impacto, como o hábito de conversar com os filhos ou emprestar-lhes um livro. Só que alguns pais precisam ser orientados a fazer isso, daí a necessidade de programas específicos. Não afirmo isso por bom-mocismo ou ideologia, mas com base em evidências. Elas indicam que qualquer tipo de intervenção que consiga despertar o interesse dos pais e fazê-los estimular, desde cedo, o aprendizado cognitivo e emocional dos filhos tem excelente custo-benefício. Infelizmente, governos no mundo inteiro ainda não se renderam ao que a ciência já sabe.

O senhor pode dar um exemplo do tipo de intervenção que funciona com as famílias?

Os estudos confirmam que um programa americano da década de 60, o Perry, amplamente copiado por outros países, tem ótimo retorno. Ele consiste, basicamente, em colocar crianças pobres na escola, em salas com poucos alunos, e envolver os pais no processo educativo. O professor visita as famílias para informar o que está sendo ensinado na aula, de modo que passem a participar mais ativamente. Sem esse amparo dos pais, dificilmente uma criança vai ter motivação para aprender, o que tende a se perpetuar no curso da vida escolar e resultar em adultos sem sucesso. Está provado que a família é o fator isolado que mais explica as desigualdades numa sociedade como a brasileira. Sob esse prisma, uma criança do Nordeste começa a vida em franca desvantagem em relação a uma do Sudeste. Com programas como esses, a ideia é tentar atenuar as diferenças no ponto de partida.
O que alguém que não desenvolve as principais habilidades nos primeiros anos de vida deve esperar? Ela terá, certamente, mais dificuldade de assimilar tais conhecimentos. Os números são espantosos. Uma criança de 8 anos que recebeu estímulos cognitivos aos 3 conta com um vocabulário de cerca de 12 000 palavras – o triplo do de um aluno sem a mesma base precoce. E a tendência é que essa diferença se agrave. Faz sentido. Como esperar que alguém que domine tão poucas palavras consiga aprender as estruturas mais complexas de uma língua, necessárias para o aprendizado de qualquer disciplina? Por isso as lacunas da primeira infância atrapalham tanto. Sempre as comparo aos alicerces de um prédio. Se a base for ruim, o edifício desmoronará.
O senhor parece fatalista......

Não sou. Acho uma bobagem o que pregam os cientistas que até hoje defendem a tese das janelas de oportunidade. Segundo essa teoria, existe um único momento na vida para aprender cada coisa. Ao contrário desses colegas, vejo o aprendizado como um processo bem mais flexível. É verdade que, por volta dos 10 anos, como mostram os estudos científicos, as habilidades cognitivas já estão cristalizadas e se torna bem mais difícil desenvolvê-las. Mas não é impossível. A questão central é que isso demandará mais tempo, custará mais caro e não necessariamente produzirá os mesmos resultados.
"A ausência de bons incentivos na primeira infância está associada a uma série de indicadores ruins, como evasão escolar e gravidez na adolescência. Isso representa um custo enorme às sociedades"

Por que é tão mais caro para uma sociedade educar suas crianças depois que elas já passaram pelos primeiros anos de vida?

Isso ocorre porque é mais lento aprender toda uma gama de coisas depois da primeira infância e também porque a ausência dos incentivos corretos nessa fase da vida está associada a diversos indicadores ruins. Entre eles, evasão escolar, gravidez na adolescência, criminalidade e até os índices de tabagismo – sempre mais altos em sociedades incapazes de fornecer às suas crianças uma educação apropriada nos primeiros anos de vida. É claro que a falta de incentivos numa única fase da vida não explica 100% da ocorrência desses problemas, mas diria que o peso é grande. E isso tem seu preço. A criminalidade, por exemplo, pode ser reduzida, basicamente, de duas maneiras: investindo cedo em educação ou reforçando o policiamento nas ruas. Calculo que a opção pelo ensino custe algo como um décimo do gasto com segurança. Os Estados Unidos gastam trilhões de dólares a mais por ano só porque não entenderam isso.

Se há tanta clareza sobre os benefícios de programas que mirem os primeiros anos de vida de uma criança, por que os governos ainda resistem a essa ideia?

Há, sem dúvida nenhuma, alguma ignorância sobre o que a ciência já desvendou – mas isso é só uma parte do problema. A outra diz respeito a uma questão mais política. Para investir em programas com o objetivo de intervir nas famílias, é preciso, antes de tudo, reconhecer que há algo de errado com elas. Um ônus com o qual os políticos não querem arcar. Eles passam ao largo dos fatos e, pior ainda, divulgam uma imagem mistificada. Nessa visão ingênua, a família é uma unidade inabalável, que invariavelmente proporciona às crianças bem-estar. Além de não corresponder à realidade, essa imagem idílica só atrapalha, uma vez que ofusca o problema. Mais de 10% das crianças americanas são indesejadas, e muitas dessas jamais chegam a conhecer seus pais.

Que tipo de incentivo para aprender se pode esperar numa situação dessas?

Um colega seu na Universidade de Chicago, o economista Steven Levitt, apresenta em seu livro Freakonomics uma opinião diferente da sua sobre a influência da família na vida dos filhos. Levitt descambou para a simplificação absoluta de questões complexas, perigo eterno no meio acadêmico, sobretudo entre os economistas. Tendo bons números na mão, é sempre possível construir argumentos persuasivos, ainda que não passem de ciência social ruim. Uma das maiores bobagens de Levitt é justamente partir do pressuposto de que, se uma criança nasce em desvantagem, numa família que não lhe fornece nenhuma espécie de incentivo, não há nada a ser feito em relação a isso. Eu estou convicto do contrário. Só que é preciso começar cedo.
O Brasil investe sete vezes mais dinheiro no ensino superior do que na educação básica. O senhor considera essa uma inversão de prioridades? Todo país precisa de boas universidades para formar cérebros e se tornar produtivo. É básico. Mas um país como o Brasil só conseguirá realmente alcançar altos índices de produtividade quando entender que é necessário mirar nos anos iniciais. Eles são decisivos para moldar habilidades que servirão de base para que outras surjam – um ciclo virtuoso do qual resulta gente preparada para produzir riquezas para si mesma e para seus países. Os governos, no entanto, têm se mostrado bastante ineficazes ao proporcionar esse ciclo.
"Na educação, há sempre a tentação de reduzir tudo à luta do capitalismo contra o marxismo. Um país ganha muito quando retira o debate do terreno político e o põe sobre bases científicas e econômicas"

Os educadores costumam dar muita ênfase à falta de dinheiro para a educação. Esse é realmente o problema fundamental?

O problema existe, mas não é o principal. O que realmente atrapalha nessa área é a péssima gestão do dinheiro. Se os governantes fossem um pouco mais eficazes, conseguiriam colher resultados infinitamente melhores. Em primeiro lugar, deveriam passar a tomar suas decisões com base na ciência, e não em critérios políticos ou ideológicos, como é mais comum. Veja o que aconteceu no caso da pesquisa com as células-tronco. Apesar de todas as evidências de que poderiam ser cruciais para curar doenças, deixamos de estudá-las durante oito anos nos Estados Unidos – isso por razões políticas. Um exemplo de obscurantismo em pleno século XXI. Na educação, há sempre a tentação de reduzir a discussão à luta do capitalismo contra o marxismo, da direita contra a esquerda ou de antissindicalistas contra sindicalizados. Meu esforço é justamente para trazer o debate a bases objetivas – e econômicas.

O que está comprovado sobre os benefícios da educação para um país?

Cada dólar gasto na educação de uma pessoa significa que ela produzirá algo como 10 centavos a mais por ano ao longo de toda a sua vida. Não há investimento melhor. A ideia é fornecer incentivos suficientes para que o talento atinja sempre o maior nível possível. Só com gente assim a Irlanda, por exemplo, conseguiu tirar proveito das oportunidades que surgiram depois que o país se integrou à economia mundial. É também o que ajuda a explicar o acelerado enriquecimento da Coreia do Sul nas últimas décadas. Nesse cenário, não há melhor aplicação do que canalizar o dinheiro para a formação de crianças em seus primeiros anos de vida. Insisto nisso porque são os países que já estão nesse caminho justamente os que se tornam mais competitivos – e despontaram na economia mundial.

EDUCAR É CONTAR HISTÓRIAS

"Bons professores eletrizam seus alunos comnarrativas interessantes ou curiosas, carregandonas costas as lições que querem ensinar"
De que servem todos os conhecimentos do mundo, se não somos capazes de transmiti-los aos nossos alunos? A ciência e a arte de ensinar são ingredientes críticos no ensino, constituindo-se em processos chamados de pedagogia ou didática. Mas esses nomes ficaram poluídos por ideologias e ruídos semânticos. Perguntemos quem foram os grandes educadores da história. A maioria dos nomes decantados pelos nossos gurus faz apenas "pedagogia de astronauta". Do espaço sideral, apontam seus telescópios para a sala de aula. Pouco enxergam, pouco ensinam que sirva aqui na terra.
Tenho meus candidatos. Chamam-se Jesus Cristo e Walt Disney. Eles pareciam saber que educar é contar histórias. Esse é o verdadeiro ensino contextualizado, que galvaniza o imaginário dos discípulos fazendo-os viver o enredo e prestar atenção às palavras da narrativa. Dentro da história, suavemente, enleiam-se as mensagens. Jesus e seus discípulos mudaram as crenças de meio mundo. Narraram parábolas que culminavam com uma mensagem moral ou de fé. Walt Disney foi o maior contador de histórias do século XX. Inovou em todos os azimutes. Inventou o desenho animado, deu vida às histórias em quadrinhos, fez filmes de aventura e criou os parques temáticos, com seus autômatos e simulações digitais. Em tudo enfiava uma mensagem. Não precisamos concordar com elas (e, aliás, tendemos a não concordar). Mas precisamos aprender as suas técnicas de narrativa.
Há alguns anos, professores americanos de inglês se reuniram para carpir as suas mágoas: apesar dos esplêndidos livros disponíveis, os alunos se recusavam a ler. Poucas semanas depois, foi lançado um dos volumes de Harry Potter, vendendo 9 milhões de exemplares, 24 horas após o lançamento! Se os alunos leem J.K. Rowling e não gostam de outros, é porque estes são chatos. Em um gesto de realismo, muitos professores passaram a usar Harry Potter para ensinar até física. De fato, educar é contar histórias. Bons professores estão sempre eletrizando seus alunos com narrativas interessantes ou curiosas, carregando nas costas as lições que querem ensinar. É preciso ignorar as teorias intergalácticas dos "pedagogos astronautas" e aprender com Jesus, Esopo, Disney, Monteiro Lobato e J.K. Row-ling. Eles é que sabem.
Poucos estudantes absorvem as abstrações, quando apresentadas a sangue-frio: "Seja X a largura de um retângulo...". De fato, não se aprende matemática sem contextualização em exemplos concretos. Mas o professor pode entrar na sala de aula e propor a seus alunos: "Vamos construir um novo quadro-negro. De quantos metros quadrados de compensado precisaremos? E de quantos metros lineares de moldura?". Aí está a narrativa para ensinar áreas e perímetros. Abundante pesquisa mostra que a maioria dos alunos só aprende quando o assunto é contextualizado. Quando falamos em analogias e metáforas, estamos explorando o mesmo filão. Histórias e casos reais ou imaginários podem ser usados na aula. Para quem vê uma equação pela primeira vez, compará-la a uma gangorra pode ser a melhor porta de entrada. Encontrando pela primeira vez a eletricidade, podemos falar de um cano com água. A pressão da coluna de água é a voltagem. O diâmetro do cano ilustra a amperagem, pois em um cano "grosso" flui mais água. Aprendidos esses conceitos básicos, tais analogias podem ser abandonadas.
É preciso garimpar as boas narrativas que permitam empacotar habilmente a mensagem. Um dos maiores absurdos da doutrina pedagógica vigente é mandar o professor "construir sua própria aula", em vez de selecionar as ideias que deram certo alhures. É irrealista e injusto querer que o professor seja um autor como Monteiro Lobato ou J.K. Rowling. É preciso oferecer a ele as melhores ferramentas – até que apareçam outras mais eficazes. Melhor ainda é fornecer isso tudo já articulado e sequenciado. Plágio? Lembremo-nos do que disse Picasso: "O bom artista copia, o grande artista rouba ideias". Se um dos maiores pintores do século XX achava isso, por que os professores não podem copiar? Preparar aulas é buscar as boas narrativas, exemplos e exercícios interessantes, reinterpretando e ajustando (é aí que entra a criatividade). Se "colando" dos melhores materiais disponíveis ele conseguir fazer brilhar os olhinhos de seus alunos, já merecerá todos os aplausos.
Claudio de Moura Castro é economistaclaudio&moura&castro@cmcastro.com.br

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Estágio Malwee para Treinadores de Futsal - Turma Julho de 2009

Caros Treinadores,Professores e demais interessados,

Informamos que se encontram abertas às inscrições para o Estágio Supervisionado para Treinadores de Futsal junto à equipe Malwee Futsal, a realizar-se no período de 23 a 31 de julho de 2009.

DAS INSCRIÇÕES:
Abertas a todos interessados, brasileiros ou estrangeiros, que devem informar através de e.mail para ferretti@ferrettifutsal.com ou ferrettifutsal@hotmail.com
- Nome Completo, Endereço e Telefone para contato, grau de escolaridade e comprovante do pagamento da taxa de inscrição integral no valor de R$ 900,00(novecentos reais) ou do pagamento da primeira parcela de R$300,00(trezentos reais).
A taxa de inscrição pode ser paga em até tres parcelas de R$ 300,00(trezentos reais),vencendo em maio,junho e julho de 2009 com depósito no Bradesco AG. 0356-5, conta corrente 0545037-3 em favor de Fernando Luiz Leite Cardoso Coelho – CPF 402.852.197 / 15. Os que optarem por pagar em três vezes, paga a primeira parcela e a segunda parcela pelo banco, a terceira parcela pessoalmente na chegada a Jaraguá do Sul/SC,no dia 23 de julho de 2009.
Os Estagiários devem portar todos os recibos de pagamentos feitos, ao chegar a Jaraguá do Sul-SC no dia 23 de julho de 2009, para apresentá-los quando solicitados. Eventuais dúvidas serão esclarecidas pela apresentação dos documentos.

ATENÇÃO: A inscrição só estará confirmada quando recebermos um e.mail, com as informações acima, contendo também a data em foi feito o depósito da primeira parcela ou do valor integral ou fax para o telefone (47) 3376.3262. Está incluído no preço, a hospedagem em alojamento,almoço e jantar.
As despesas de viagem do estagiário e o café da manhã correm por conta do interessado.
O certificado de participação tem a chancela da Malwee Futsal, Federação Catarinense de Futsal (FCFS) e Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) correspondendo a 60 (sessenta) horas de estudo.

DO ESTÁGIO:
O estágio compreende:
1 ) Observações de Campo – Orientação dos trabalhos físicos,técnicos e táticos feitos com a equipe ,estando o profissional da CT da Malwee que ministrou o referido treinamento, pronto para questionamentos do tipo : porque faz e como se faz.
2) Consulta e aprendizagem sobre Estrutura e Funcionamento do Clube com a equipe administrativa.
3) Palestras diárias de 60 minutos, sobre assuntos de interesse dos Estagiários, como as seguem abaixo:
”Estrutura do Treinamento no Futsal”
“Jogos de Sustentação Tática” – Fernando Ferretti
“Testes e Medidas” – A Avaliação no Futsal. – João Romano
“Estrutura e Funcionamento das Equipes de Futsal” – Kleber Rangel
“Lesões no Futsal” – Renato Miguel Jorge
“Prescrição do Treinamento Físico” – João Romano
As palestras serão sempre realizadas no período vespertino (15 h), no intervalo entre treinamentos da manhã e da noite.


ATENÇÃO:
1) Numero de Vagas limitadas a 50 (cinquenta) inscritos, nossa capacidade máxima de acomodação, sendo respeitado rigorosamente a ordem de chegada dos e.mails ou fax, informando pagamento da primeira parcela que é a ação que efetivamente garante a vaga do Estagiário.
2) A Organização se reserva o direito de cancelar o referido Estágio, caso não haja o número mínimo de inscrições fixado em 20 (vinte) participantes. Em caso de cancelamento do evento, todos os valores pagos serão devolvidos aos inscritos.

Em caso de dúvidas, faça contato com o Prof. Fernando Ferretti – Coordenador do Estágio – pelos telefones (47) 7811.6478 Nextel Radio Id: 7*37691 ou (47) 3121.9376.

domingo, 19 de abril de 2009

Os blogs, as opiniões e a Malwee

Uma das ferramentas mais ágeis do nosso tempo são os blogs. Ao contrário da maioria dos sites, eles nos dão ao instante, idéias,opiniões,críticas,resultados com uma velocidade incrível.
No meio do nosso Futsal, houve uma profusão de blogs mostrando gente de muita capacidade escrevendo textos muitos inteligentes, unindo salonistas de todo o país e do mundo, nos permitindo estar antenados em tudo que acontece em toda parte.
Abriram portas,também para todo tipo de opinião,algumas até levianas,sem base de conhecimento e anônimas,o que é muito triste.Gente se escondendo atrás de pseudônimos atrapalhando gente que assina,bota a cara,erra,acerta tanto no mundo virtual como no mundo real,característica do ser humano.
Nossa idéia aqui é comentar um raciocínio que vejo e leio seguido nos blogs que, democratimente, publicam o que se lhes envia.
A de que a nossa Malwee que ganha quase tudo há algum tempo no futsal brasileiro,ganha porque tem dinheiro. Será que é só por isso?
Nem sempre foi fácil assim e vou contar umas histórias para dar mais subsídios a todos.
Quando chegamos em Jaraguá do Sul (SC) em janeiro de 2001,encontrei um monte de meninos revelados no futsal de base da cidade, chamados Chico,Xande,Leco,Junai entre outros.Estão aí até hoje,são multi campeões,foram e estão convocados para a Seleção Brasileira porque acreditaram que o caminho era o trabalho.
Não havia patrocínio de ninguém, pois a Malwee chega como investidora na equipe só em abril deste mesmo ano, e investindo muito, mas muito menos do investe hoje. Fomos com um time jovem a Fortaleza na Taça Brasil e terminamos em quinto lugar, desperdiçando a vaga na semifinal, no último minuto de uma partida contra o já poderoso Carlos Barbosa, ao tomarmos um gol numa bola de segundo pau.
Voltamos para casa e entramos com um cheque pré-datado na Liga Futsal daquele ano. Sim, cheque pré porque não tínhamos todo o dinheiro para pagar a vaga da Liga que valia R$60.000,00 e correndo atrás para cobrir na data certa. Sabíamos que só seriamos grandes se jogássemos e aprendêssemos com os grandes.O mercado para contratar bons jogadores já havia quase se fechado e acabamos contratando ,praticamente quem havia ficado sem clube.
Chegamos em oitavo lugar naquele ano mas conseguimos ser campeões brasileiros de seleções representando SC em Aracajú(SE) e campeões dos Jogos Abertos de SC.
Com resultados despertamos atenção do patrocinador que decidiu melhorar o projeto passando a buscar atletas referência e o primeiro a chegar foi Manoel Tobias em 2002 e já alcançávamos o terceiro lugar na Liga daquele ano.
Em 2003 sai Manoel Tobias e chega Falcão contratado ao Banespa de SP.
Começamos a série espetacular de 6 Taça Brasil vencidas em seqüência (hexa campeões mesmo ,ano após ano) até vencer primeira Liga em 2005 e estar na últimas 4 finais,tendo vencido três edições.
Claro que quanto mais vencíamos, mais o patrocinador se entusiasmava e mais investia e mais vencíamos criando assim um círculo virtuoso.
Dito isto eu pergunto: Só dinheiro seria suficiente?
E respondo: dinheiro e competência.
Costumo dizer que a razão do nosso sucesso se apóia em cinco pilares, na ordem que quiserem colocar:
1) Diretoria reduzidíssima onde quem manda mesmo é somente uma pessoa.
2) Patrocinador que obtém seu retorno (não informam quanto por uma questão estratégica) e raramente se intromete nos problemas da equipe e quando o faz, faz para ajudar.
3) Comissão Técnica competentíssima com todos trabalhando por todos, mas cada um craque na sua especialidade. Sempre falo que quanto mais me cerco de gente competente, menos trabalho e cada vez vencemos mais.
4) Grupo de atletas qualificados e que gostam da equipe e que, sobretudo, tem afinidade com a cidade que retribui este carinho com apoio e que recebe em troca, cada vez melhores resultados.
Se for verdade que o dinheiro é tudo porque o Brasil, recheado de grandes craques, com uma CT competente e muitos patrocinadores não venceu a última Copa do Mundo de Futebol na Alemanha?
Ao usarmos a falta de condições como desculpa para os nossos fracassos, fingimos que preparamos nossa equipe porque fingem que nos pagam ou apóiam.
Tenho visto muito profissional em condições adversas fazer a diferença – alguns deles eu trouxe para trabalhar comigo – saindo da mesmice das desculpas prontas. Vejo a história recente de muitos, parecidas com a minha. Gente que sai meia noite dos clubes porque não há outra hora para treinar, que treina só umas poucas vezes por semana porque não há quadra, atleta que trabalha o dia inteiro, mas que mesmo assim botou a cara na janela e foram vistos. Ficar reclamando e achar desculpas fáceis para o nosso fracasso e para o sucesso dos outros é alternativa de quem já perdeu antes da luta começar.
Recebo muitos treinadores de todo o Brasil e da América Latina na Malwee, nas duas turmas anuais de Estágio realizadas aqui e vejo olhos brilharem, me vejo neles há 30 anos atrás no futsal do RJ, saindo Niterói para Ramos (para quem não conhece a distância é grande) para dar um treino depois de ministrar aulas em escola públicas todo o dia, com a mesma motivação, e que naquele ano de 1986 o prêmio pelo nosso esforço foi vencer o então poderoso Bradesco, na final da Recopa Carioca com um time de atletas que não se deram por vencidos pela dificuldade, muito parecidos com estes mesmos que vemos hoje perambulando a espera de uma oportunidade real num time de verdade. Vim embora para o Sul do país com um passagem comprada no crediário, fazendo a familia esperar, acreditando num sonho que, graças a Deus também se realizou.
E você que me lê? Tem sonhos? Quer realizarlos? Então pare de se lamentar a faça diferente de tudo que você viu todo mundo fazer.
Com trabalho você transforma sonhos em realidade, o resto é sorte e azar e isto não existe. A Malwee é grande porque tem apoio, não para de trabalhar e de aprender. Pense nisso e até breve...